

Esta é uma parábola sobre autoconhecimento, escolhas e o momento em que decidimos parar de andar às voltas e avançar na nossa própria vida. Uma história simbólica sobre coragem, incerteza e a confiança no caminho interior.
Hoje venho contar-te uma história.
Havia uma Alma que vivia no planeta Terra.
Essa Alma tinha escolhido o nome de Estrela, mas na sua vida não se sentia brilhar.
Vivia quase sempre sem sentir a plenitude de si mesma, sentindo a sua luz a desvanecer-se dia após dia.
Um dia soube de uma aldeia muito especial e ficou curiosa.
Tinha ouvido dizer que naquela aldeia tudo era diferente e todos brilhavam intensamente.
Na sua pesquisa soube do caminho e encontrava-se agora na gare de comboios que a podia conduzir a essa aldeia maravilhosa.
Nos altifalantes ouviam-se as últimas chamadas para os passageiros entrarem no comboio.
Na gare de comboios começa a jornada: quando a alma sente que existe um lugar onde pode brilhar.

Na mente entusiasta de Estrela, surgiam os nomes das ruas da aldeia:
Rua da Alegria, Passeio das Travessuras, Lago dos Sonhos, Avenida do Bem-Estar, Estrada da Serenidade.
A vontade de ingressar nesse comboio ia aumentando.
Estrela tinha sabido também da existência de uma rotunda que lhe causava algum receio: a Rotunda da Incerteza.
Como se soubesse o que ela pensava, aproximou-se um encarregado e disse-lhe:
— “Essa rotunda é maravilhosa. Tem imensas saídas para sítios lindos e gratificantes. Só tens de escolher onde sair.”
Ainda assim, Estrela perguntou:
— “E se eu não gostar de onde sair?”
Sorrindo, o encarregado respondeu:
— “Voltas a entrar e sais noutra.”
Estrela ansiava viver nessa aldeia, mas a mente continuava a criar incertezas.
Pensava que, se ao menos alguém tivesse regressado para contar como era.
A Rotunda da Incerteza: o momento de decisão para seguir a própria viagem interior.

Até que percebeu: se ninguém voltou, talvez fosse porque se sentia realmente muito bem naquele lugar.
“Só tenho uma maneira de saber”, pensou. “Tenho de apanhar o comboio.”
Nesse momento, Estrela compreendeu algo importante: ela já se encontrava na Rotunda da Incerteza.
Decidiu então parar de andar às voltas e avançar.
O comboio aguardava. Tapetes vermelhos, balões coloridos, corrimões dourados e rostos cheios de esperança.
O tempo urgia. Estrela correu, comprou o bilhete e entrou na primeira carruagem que encontrou.
Subindo para a carruagem do comboio: a coragem do primeiro passo da aventura interior.

Estava finalmente a caminho.
O mais importante tinha sido a decisão.
E Estrela agiu em função dessa decisão.
Boa viagem, Estrela.
Agora percebe:
Tu és essa Alma chamada Estrela!
A decisão de ingressar nesta vida foi a escolha mais importante da tua Alma.
A acção de viver plenamente é o passo seguinte.
A Rotunda da Incerteza representa apenas as múltiplas escolhas que a vida te oferece.
Pára de andar às voltas.
Tu só tens de sair agora numa, depois noutra e experienciares cada uma como única e maravilhosa que é.
Deixa que a vida te surpreenda em cada saída e desfruta da viagem.
Confia. Vive!
O destino é a própria viagem.
E tu és uma Estrela cintilante que ilumina tudo por onde passa.
A realização interior e a plenitude da viagem da Alma.

Esta parábola convida-nos a refletir sobre o autoconhecimento, a coragem de escolher e a confiança no próprio caminho.
Muitas vezes, não é a falta de opções que nos bloqueia, mas o medo de decidir.
Viver é entrar no comboio da vida, mesmo sem garantias, e permitir-nos experienciar cada saída como parte da viagem.
Antes de seguires viagem, permite-te integrar esta história dentro de ti.
As palavras que repetimos moldam a forma como nos vemos, como sentimos e como escolhemos.
Estas afirmações que se seguem não são para convencer a mente — são convites à Alma.
Lê-as devagar. Respira entre cada frase.
E deixa que aquilo que ressoar em ti encontre espaço para florescer.
Eu sou uma Estrela cintilante que ilumina tudo por onde passa.
Reconheço que o meu brilho é intenso e que mereço viver em plenitude.
Sinto-me entusiasmada por percorrer o caminho que me leva ao meu bem-estar e à minha serenidade.
A minha rotunda das incertezas é, na verdade, uma oportunidade de múltiplas escolhas.
Se eu não gostar do lugar onde saí, tenho o poder de voltar a entrar e escolher uma nova direcção.
Confio que cada saída da vida me oferece uma experiência única e maravilhosa.
Liberto o medo do desconhecido, pois sei que a ausência de retorno de outros, pode significar que encontraram algo maravilhoso.
Decido parar de andar às voltas e assumo o compromisso de "apanhar o meu comboio".
Ajo em função das minhas escolhas com força e coragem.
Compreendo que ingressar nesta vida foi a decisão mais importante da minha alma.
Desfruto de cada etapa do percurso, consciente de que o destino é a própria viagem.
Pega num caderno ou abre um documento em branco e segue estes passos:
A Estrela procurava um lugar onde todos brilhavam intensamente. Fecha os olhos por um momento e imagina que acabaste de sair do comboio na tua própria aldeia ideal.
Escreve: Quais são as três primeiras sensações que tens ao chegar? (Ex: o cheiro do mar, o som de risos, uma luz suave).
Na história, a Aldeia tinha ruas como a Rua da Alegria, o Lago dos Sonhos ou a Estrada da Serenidade.
Escreve: Se a tua vida ideal fosse uma aldeia, que nomes teriam as ruas principais?
Cria pelo menos quatro nomes de ruas ou praças que representem o que mais valorizas (ex: Largo da Autenticidade, Avenida dos Projetos Concluídos).
Estrela sentia receio da rotunda, mas o encarregado explicou que ela tem múltiplas saídas gratificantes.
Escreve: Qual é a "saída" que mais te assusta escolher neste momento?
Reflete: Se saísses por essa rua e não gostasses, o que farias para "voltar a entrar na rotunda" e tentar outra saída?.
A história revela que tu és a Alma chamada Estrela e que viver nesta aldeia é a acção necessária para seres tu mesma.
Escreve: Completa a frase: "Para eu brilhar intensamente hoje, a pequena acção que vou tomar é..."
Não te preocupes com o destino final; lembra-te que o destino é a própria viagem.
Desfruta do processo de escrita sem julgamentos.
Grata Por Estares Aqui e Agora no Caminho da Luz.
Autor | Maria João Franca

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