

Já sentiste que, para seres aceite ou para não criares conflito, tiveste de apagar um pouco da tua luz? Hoje, convido-te a recuperar o teu brilho total e a ocupar o teu lugar.
Alguma vez sentiste que o mundo está cheio de "luzes fortes"?
Aquelas pessoas que entram numa sala e parecem ocupar todo o espaço, ou aquelas situações de sucesso alheio que, de forma quase inexplicável, te fazem sentir mais pequena, mais cinzenta, quase invisível?
Muitas vezes, a nossa reação imediata perante a intensidade dos outros é carregar no travão. Diminuímos a marcha, baixamos a cabeça e esperamos que a "luz forte" passe por nós, para que possamos continuar o nosso caminho na penumbra, onde nos sentimos mais seguras e protegidas do julgamento.
Mas e se eu te dissesse que o brilho do outro não é um sinal para tu te apagares, mas sim um convite para ajustares os teus próprios faróis?
Quero partilhar contigo a história de Estrela.
É uma parábola simples, mas que guarda em si a chave para a tua afirmação pessoal.
Estrela conduzia pela noite com o seu carro ligeiro.
Era uma viagem tranquila, daquelas em que o silêncio da estrada nos permite ouvir os nossos próprios pensamentos e o pulsar do coração.
De vez em quando, cruzava-se com um ou outro veículo; umas vezes com mais trânsito, outras vezes com a estrada vazia, acompanhada apenas pelo feixe de luz dos seus próprios faróis.
A certa altura, surgiu no sentido oposto um veículo com grandes faróis. Eram luzes intensas, incandescentes e brilhantes, que a encandearam no imediato.
Por um segundo, Estrela sentiu aquela pontada de medo: a perda de noção de onde estava, a vertigem de não conseguir ver o caminho à frente. Sentiu-se pequena perante tamanha luz.
Num primeiro momento, ela intimidou-se. Pensou em encostar-se no banco, quase pedindo desculpa por estar ali a ocupar a estrada. Mas depois, algo mudou dentro dela.
Estrela ajustou a sua postura no banco de condução, respirou fundo e, com um toque de gentileza mas total firmeza, fez sinais de luzes.
O condutor do outro veículo compreendeu o sinal e, rapidamente, baixou os seus faróis para os médios.
Estrela sorriu, agradeceu mentalmente e continuou a sua viagem. Mas já não era a mesma condução. Agora, ela sentia-se mais segura.
Passou a colocar os seus próprios "máximos" sempre que sentia que o caminho estava escuro e que não estava a prejudicar ninguém.
Ela percebeu que a sua luz era necessária para a sua própria segurança e para a clareza do seu destino.
Enquanto seguia, Estrela compreendeu algo profundo: não fazia sentido sentir-se diminuída, assustada ou envergonhada quando luzes brilhantes surgiam na sua vida.
Ela percebeu que, muitas vezes, nós ofuscamos os outros sem nos apercebermos, e que cabe a cada um de nós fazer notar a sua própria presença e luz.
Tu tens o comando da intensidade da tua presença

Esta história não é sobre condução noturna; é sobre a forma como tu, querida estrelinha, ocupas (ou deixas de ocupar) o teu espaço no mundo. Vamos aplicar estas lições ao teu dia a dia, onde os "faróis altos" aparecem com outros nomes.
Muitas vezes, sentimo-nos intimidadas pelo sucesso, pela personalidade vibrante ou pelo brilho das mulheres ao nosso redor.
No dia a dia: Imagina aquela tua amiga que parece ter a vida perfeita, ou aquela colega de trabalho que apresenta todas as ideias com uma confiança inabalável.
O teu impulso é calar-te? É sentires que o que tens para dizer "não é assim tão importante"?
A Nova Lente: Lembra-te que o brilho do outro não retira brilho à tua existência. O sucesso de outra mulher é a prova viva de que tu também podes brilhar.
Ela é um espelho, uma parte de ti que te diz: "Tu também tens esta intensidade aí dentro".
Estrela não ficou a sofrer em silêncio. Ela deu um sinal.
No dia a dia: Comunicar limites pode ser dizer "não" a um pedido familiar que te esgota energeticamente, ou explicar ao teu parceiro que precisas de uma hora de silêncio para meditar.
Muitas vezes, as pessoas "ofuscam-nos" — invadem o nosso tempo, a nossa energia ou o nosso espaço — porque simplesmente não sabem que nos estão a encandear.
Se não fizeres o "sinal de luzes", elas continuarão a avançar de máximos ligados.
Estabelecer limites não é ser agressiva; é ser clara para que a viagem de todos seja mais segura.
Perante o brilho intenso da vida, tens sempre duas opções:
Encolher-te: É o que acontece quando aceitas um papel secundário na tua própria história por medo do que os outros vão pensar. É diminuir a marcha e viver na sombra.
Expandir-te: É assumir que a tua luz é tão necessária como qualquer outra. É ajustar a postura, olhar em frente e dizer: "Eu também estou aqui".
O equilíbrio entre o teu brilho e o dos outros começa no teu interior.

Recebo muitas vezes no Cantinho Dourado estrelinhas que sentem que "brilhar" é um ato de egoísmo. Vamos desmistificar isso.
Arrogância é tentar apagar a luz dos outros para que a tua pareça maior.
Afirmação pessoal é simplesmente acender a tua lâmpada interna. Quando tu assumes a tua luz, tu autorizas, inconscientemente, todas as pessoas ao teu redor a fazerem o mesmo.
Uma mulher que brilha com consciência torna-se um farol, não um obstáculo.
A chave está na energia com que o fazes. Estrela fez o sinal com gentileza.
Podes dizer: "Eu valorizo muito a tua opinião, mas neste momento preciso de seguir a minha intuição" ou "Sinto que este ritmo está a ser demasiado para mim, podemos ajustar?".
É falar a partir do teu "Eu", expressando a tua necessidade, sem atacar o outro.
Há noites em que a estrada parece mais escura e a nossa bateria está em baixo.
Nesses momentos, não precisas de ligar os máximos.
O Reiki, a Meditação e o autocuidado são como o alternador do teu carro — eles recarregam-te. Respeita os teus ciclos.
Às vezes, brilhar significa apenas manter a pequena chama da esperança acesa enquanto descansas.
Brilha sem pedir desculpa por seres quem és.

Este exercício vai ajudar-te a integrar estas lições no teu corpo emocional.
Reserva 5 minutos para ti.
A Estabilidade: Fecha os olhos. Sente o teu corpo presente. Imagina que estás sentada no teu banco de condutora. As mãos estão firmes no volante. Tu tens o comando.
O Desafio: Visualiza uma situação ou pessoa que te faz sentir "ofuscada". Vê essa luz intensa à tua frente. Observa o teu impulso de te encolheres... e escolhe não o fazer.
A Ação: Respira fundo e imagina-te a fazer um sinal de luzes suave, mas firme. Vê a luz externa a ajustar-se ao teu espaço.
A Expansão: Agora, foca-te no teu peito. Imagina um interruptor que aumenta o teu brilho. Sente a luz a sair de ti, iluminando a estrada à tua frente. Não precisas de luz externa para ver o caminho; tu és a tua própria fonte de clareza.
"Eu escolho aumentar a minha luz para me sentir segura, poderosa e em paz no meu caminho."
Lembra-te, querida estrelinha: o equilíbrio reside em brilhar intensamente enquanto mantemos a sensibilidade para baixar os nossos "faróis" quando a situação pede acolhimento.
Mas nunca, nunca os desligues por medo!
A tua luz é o guia para quem ainda caminha no escuro.

Vamos iluminar o mundo, uma mulher de cada vez.
Envia este texto a uma amiga que precisa de recuperar o brilho dela hoje!
Grata Por Estares Aqui e Agora no Caminho da Luz.
Autor | Maria João Franca

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